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Problema

O atendente que anota pedido no papel

E a fila do caixa esperando.

Por Alisson Santos, fundador da Autark · 1 min de leitura

Cena de todo mercado de bairro que faz entrega: o telefone toca, o atendente para o que estava fazendo, pega um papel e anota.

Aí começa a cadeia de erro. A letra que ninguém lê. O item que ficou de fora. A taxa de entrega que foi cobrada errada porque o bairro é aquele mais longe. O troco que não bate. O pedido que sumiu embaixo do balcão.

E o pior: enquanto ele anota, tem cliente esperando na fila do caixa.

O problema não é o atendente. É que o pedido está passando por um ser humano numa etapa em que ele não agrega nada — só transcreve. Transcrição é exatamente o que máquina faz melhor.

No próximo post eu mostro o sistema que eu entreguei pra um supermercado real.

Ficha da nota4 partes

A cadeia de erro

  • A letra que ninguém consegue ler
  • O item que ficou de fora
  • A taxa cobrada errada porque o bairro é o mais longe
  • O troco que não bate

O custo que não aparece

Enquanto ele anota, tem cliente parado na fila do caixa.

Você está pagando duas vezes pelo mesmo minuto: uma no pedido que demora, outra na venda do balcão que atrasou.

Onde está o erro de verdade

O problema não é o atendente.

É que o pedido passa por uma pessoa numa etapa em que ela não agrega nada. Ela só transcreve.

E transcrever é o que máquina faz melhor

O cliente escolhe do catálogo, o sistema calcula a taxa pelo endereço, soma tudo e manda pra cozinha já pronto.

Ninguém digita. Ninguém lê letra ruim.

Conhece alguém que perde tempo com isso?