Bastidor
Por que eu não linko o sistema do cliente no meu portfólio
É regra, não esquecimento.
Por Alisson Santos, fundador da Autark · 2 min de leitura
Tem um sistema meu no ar que eu não linko em lugar nenhum. É uma regra, não esquecimento.
É um diagnóstico de gestão para consultoria do agronegócio. E ele não é uma vitrine: é o funil de captação do meu cliente. Cada diagnóstico concluído cria uma conversão no CRM dele, dispara e-mail para a equipe comercial e entra na medição de abandono que o consultor usa para decidir quem ligar no dia seguinte.
Se eu botar "ver funcionando" apontando para lá, cada curioso do meu portfólio vira um lead falso na base de um cliente pagante. E pior: suja a métrica que ele usa para tomar decisão comercial.
Então a regra é simples: nenhum link meu leva a sistema em produção de cliente. Quem quiser ver funcionando, eu abro no chat, na frente da pessoa, num ambiente que não dispara nada na operação de ninguém.
Isso vale para o seu sistema também, quando ele existir. Vitrine minha não pode custar caro pra você.
Ficha da nota5 partes
O que parece óbvio
Projeto entregue, sistema no ar, botão "ver funcionando" apontando para ele.
Mostrar em vez de prometer. Parece a decisão certa — e na maioria dos casos é.
Por que neste caso não é
Aquele sistema não é vitrine. É o funil de captação do meu cliente. Cada diagnóstico concluído:
- Cria uma conversão no CRM dele
- Dispara e-mail para a equipe comercial
- Entra na medição de abandono do consultor
A conta
Cada curioso do meu portfólio viraria um lead falso na base de quem paga.
E sujaria a métrica que ele usa pra decidir quem ligar amanhã.
A regra que eu sigo
Nenhum link meu leva a sistema em produção de cliente.
Quem quiser ver funcionando, eu abro no chat, na frente da pessoa, num ambiente que não dispara nada na operação de ninguém.
E vale pro seu também
Quando o seu sistema existir, ele não vai virar demonstração pública sem você autorizar — nem os dados, nem a marca, nem o CNPJ.
O mesmo cuidado, do outro lado.